Descobrindo que aquele amor verdadeiro entre duas pessoas não existe,
aquela promessa de fidelidade e felicidade para sempre é uma otopia,
aquelas palavras de "Eu te amo" é tudo fantasia de momentos metafóricos/hiperbólicos;
Vendo que amor de verdade só o de Deus e dos pais;
Percebendo que a decepção é sempre constante,
que a dor é um martírio passageiro,
que a paixão avassala, machuca, deixa marcas, mas é sem vergonhas porque nunca toma jeito.
Que relacionamento é um contrato por tempo (in)determinado,
e que a saudade nunca é bem vinda, porém vem sem permissão,
mais também prova que vivendo-a revive momentos, pessoas (...)
Sabendo que pessoas fingem, mentem e machucam e não se desculpam.
Que o dinheiro está acima de todos os hipócritas, e que investem em comprar pessoas, o corpo delas, mas não a alma das mesmas.
Que o ser humano é invejoso a tal ponto de adoecer e entristecer porque você está bem.
Que a macumba do mundo é o ódio, ainda a inveja.
Que só se ajuda por interesse.
Que não se agradece mais com o coração, mas sim com papel Real.
E que chorar só de raiva e desgosto, não mais de saudade, nem de amor.
Como chorar de amor?
Só se for de saudade do amor?
Mais ainda sim... seria fraqueza? Frescura? Covardia?
Que amigos são poucos, e quase não os tenho.
Que mãe só tem uma.
Que o dia amanhece, assim como a tarde anoitece.
Que trabalhar é bom, mas cansa.
Que comer é muito bom, mas mata, e se não comer morre.
Que aprender nos deixa cultos, mas ensinar nos deixa felizes...
Que a natureza é perfeita até não ter o pau torto.
Descobrindo mais ainda que estou envelhecendo e as pessoas mais ainda desaprendendo.
... desaprendendo a viver.
Por isso hoje deixo meus agradecimentos ao céu que me permite sonhar na
sua infinidade, ao ar que me permite respirar sem cobrar impostos, a
água que me purifica, ao fogo que me aquece, a Deus que me criou em sua
bondade e perfeição,
aos amores que nunca existiram, às pessoas
irracionais, frias e desatentas, a ópera/música que consegue dilacerar
minha alma e meu sorriso enebriante; aos alunos sempre atentos, curiosos
e dorminhocos; à minha profissão que me ensinou a mais linda das
artes...
A arte de ensinar.
(Gilvan Lourenço França)
quarta-feira, 12 de junho de 2013
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