
Como na morte,
entoam invisíveis cânticos, os flautins
e outros sons
mais antigos,
assim que pouso, frouxa,
sobre as nádoas
do teu corpo.
Como teu corpo,
descaem sobre mim
alforges, pérolas,
alabastros
e outros objetos
com seus nomes de jaspe
quando, mansa,
desfaço teu perfil.
Fulgeram, palpitantes,
fantasmas e obeliscos,
na hora em que,
às escâncaras,
varro-te com
o meu riso.
Lilases e velozes,
adjetivos te apalpam
a língua
quando me exercitas.
E, quando me exercitas,
ogivas, grilhões e malva-rosa
espiam,
do outro lado da rua...
Jorros de luz
mimam a madrugada:
minha e tua.
(Janaína Azevedo)


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